2012-06-05 às 16:33

«QUANDO QUEREMOS REFORMAR, NÃO PODEMOS ESPERAR VENCER CONCURSOS DE POPULARIDADE»

«Quando queremos reformar, não podemos esperar vencer concursos de popularidade. Não podemos ter medo da insatisfação ou da crítica. Temos de as aceitar e seguir em frente», afirmou o Ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco. Isto porque «um país preso às manchetes do dia raramente tem um sentido de amanhã».

 Estas declarações foram feitas após a cerimónia de tomada de posse do Conselho para a revisão do conceito estratégico de Defesa Nacional, no Forte S. Julião da Barra, em Oeiras.

Acrescentando que «as reformas, as alterações, a ação geram críticas», o Ministro referiu que isto «é normal. Tem acontecido em diversos sectores da sociedade. Desde que se faça o exercício do direito de crítica na forma legal e com respeito da Constituição, vivemos em democracia e as pessoas e associações são livres de exprimir a sua opinião, eu estou tranquilo quanto a essa situação, é a democracia a funcionar».

Considerando «exemplar» a forma como as Forças Armadas têm lidado com o difícil período que o País atravessa, José Pedro Aguiar-Branco referiu como prioridade avançar com reformas que visem «uma maior racionalização que liberte fundos para aumentar o produto operacional, razão de ser primeira das Forças Armadas».
Segundo o Ministro, o Governo «restaurou a credibilidade na ação governativa», e - no sector da Defesa - o objetivo das reformas estruturais é «racionalizar os meios e dar maior capacidade operacional» às Forças Armadas.

«As mudanças começaram dentro de casa», acrescentou ainda, com a redução de 42% dos cargos dirigentes, 18% de cargos intermédios e 29% das unidades orgânicas. Tudo somado, registou-se uma poupança de «vários milhões de euros» a que acresce a «centralização e renegociação de rubricas de compra». Como exemplos de medidas já no terreno, o Ministro realçou a conclusão da pasta da fusão dos hospitais militares (com a abertura do novo hospital das Forças Armadas daqui a 18 meses), a reforma do ensino militar (com as primeiras medidas para setembro) e a abertura do concurso para a privatização dos estaleiros de Viana do Castelo para julho.

Em relação ao pagamento dos complementos de pensão, José Pedro Aguiar-Branco afirmou: «O que nós estamos a trabalhar é para resolver conjunturalmente situação e ela será resolvida a muito breve trecho e para a resolver estruturalmente porque não é sustentável um fundo com estas características possa viver com 2 milhões de euros para encargos de 30 milhões de euros».

Tags: Forças Armadas, reformas estruturais, defesa nacional

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