O Ministro da Defesa Nacional, José Pedro Aguiar-Branco,
defendeu, no Rio de Janeiro, a participação de empresas brasileiras
no processo de reprivatização dos Estaleiros Navais de Viana do
Castelo (ENVC), durante uma visita às instalações da Marinha
Brasileira.
Aguiar-Branco terminou assim uma deslocação de dois dias ao
Brasil, onde se encontrou com o seu homólogo brasileiro, Celso
Amorim, e que incluiu uma passagem por Brasília e São Paulo.
«Portugal participa na construção do projeto KC-390, que é uma
aeronave de transporte que está a ser desenvolvida pela Embraer»,
referiu Aguiar-Branco durante uma visita à Empresa Gerencial de
Projetos Navais (EMGEPRON), acrescentando que «isso poderia ser
replicado agora na área naval, em concreto, no que diz respeito à
privatização dos ENVC».
O projeto KC-390 prevê a construção de aeronaves de combate com
capacidade de reabastecimento em voo para a Força Aérea Brasileira
(FAB). O empreendimento está a ser produzido por um parceria entre
a fabricante brasileira Embraer e as portuguesas OGMA (Indústria
Aeronáutica de Portugal) e EEA (Empresa de Engenharia
Aeronáutica).
Para o Ministro da Defesa Nacional, a parceria em curso tem
demonstrado que funciona não apenas comercialmente, mas também ao
nível da inovação de equipamentos militares.
Na quinta-feira, após uma passagem por Brasília, Aguiar-Branco
visitou a sede das operações da fabricante brasileira de aeronaves
Embraer, em São José dos Campos, em São Paulo. Para além da
parceria naquele projeto militar, esta empresa brasileira possui
uma unidade em construção na cidade de Évora, que deverá estar
concluída até o final deste ano.
A ampliação da cooperação bilateral entre Portugal e Brasil, em
matéria de segurança e defesa, foi outro dos assuntos abordados no
encontro. Logo na primeira reunião, foi sugerido que os
chefes dos Estados-Maiores das Forças Armadas de ambos os países
passassem a realizar reuniões anuais para troca de informações
sobre temas militares.
O Ministro da Defesa português manifestou ainda o interesse em
disponibilizar efetivos portugueses para atuarem em conjunto com o
Brasil em operações de paz internacionais.