Ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do...
 
2012-04-19 às 14:46

PORTUGAL COM PARTICIPAÇÃO ATIVA NA DEFINIÇÃO DA POSIÇÃO DA UE PARA O RIO+20

A diplomacia ambiental de Portugal foi elogiada na reunião informal de Conselho de Ministros de Ambiente da UE, que termina hoje na Dinamarca e em que participaram o Secretário de Estado de Ambiente e Ordenamento do Território, Pedro Afonso de Paulo, e a Ministra da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território, Assunção Cristas.

O principal objectivo desta reunião era a definição da posição negocial da União Europeia (UE) nas negociações preparatórias da Cimeira Rio+20. Em causa está a necessidade de, num curto espaço de tempo, estabelecer um plano de ação concertado que permita gerar resultados concretos e ambiciosos no âmbito do Rio+20.

Este evento é tido como a oportunidade da década para os países assumirem compromissos e desenvolverem ações em prol de um desenvolvimento mais sustentável. Para tal, a UE defende a adopção de um conjunto de metas concretas e mensuráveis, sendo que será fundamental a adesão de outros países.

Portugal apresentou, neste Conselho de Ministros europeus, a Declaração de Luanda, firmada no passado dia 21 de março quando da visita de Assunção Cristas a Angola, por representantes de todos os países da CPLP.

O documento destaca o Rio+20 como uma oportunidade crucial para os líderes mundiais se comprometerem com o fortalecimento de uma agenda pragmática rumo à Economia Verde Inclusiva em prol do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza. Destaca ainda a vontade dos países CPLP desempenharem um papel ativo e construtivo no processo preparatório e no contributo para um resultado positivo.

A Declaração de Luanda foi extremamente bem recebida pelos Estados-Membros da UE: «O trabalho da diplomacia de Portugal - traduzido na Declaração de Luanda e na defesa de uma posição assertiva e pragmática -, a par do documento apresentado pela Comissão Europeia, emergiram neste encontro como as ferramentas mais concretas e construtivas na definição de uma posição negocial conjunta», referiu Pedro Afonso Paulo.

Portugal pôde assim desempenhar um papel de relevância e demonstrou capacidade para aproximar posições entre a UE e outros parceiros internacionais, contribuindo para transformar uma visão europeia numa visão internacional.

A conferência Rio+20, que tem lugar em junho 20 anos depois da Cimeira da Terra, é considerada como a grande oportunidade da década para os países assumirem um compromisso e desenvolverem ações concretas em prol de um desenvolvimento mais sustentável, assente numa economia mais verde.

A economia verde, em cuja promoção Portugal está empenhado, reveste-se de um enorme potencial para uma mudança de paradigma de desenvolvimento, tendo nesta semana sido destacada como uma das medidas constantes do pacote de fomento ao emprego apresentado pela Comissão Europeia.

De acordo com a CE, no seio de uma economia verde podem ser criados 20 milhões de postos de trabalho até 2020.

No encontro de ministros de ambiente da UE foi ainda discutido o 7.º Programa de Ação em matéria de Ambiente, relativamente ao qual tem defendido que este deve ser um programa que promova a integração do ambiente noutras políticas sectoriais chave, que tenha como prioridades a adaptação às alterações climáticas, a eficiência de recursos, a proteção da biodiversidade, a água e o ambiente urbano, e a inclusão de áreas como a seca e a escassez de água e a proteção dos solos.

O 7.º programa de ação deverá ainda prever indicadores que possam monitorizar o progresso alcançado.

Finalmente, Portugal advoga que é necessário a UE procurar sustentar a sua economia em novas formas de crescimento e que um padrão de desenvolvimento assente numa melhor utilização e gestão de recursos é crucial para atingir este objetivo.

Tags: união europeia, ambiente

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