O «novo enquadramento orgânico e estatutário da PSP» vai
«introduzir mecanismos mais flexíveis ao nível dos cargos de
direção intermédia e reduzir o peso burocrático na organização da
Polícia numa lógica de otimização dos recursos e de maior
eficiência nos procedimentos», afirmou o Ministro da Administração
Interna, Miguel Macedo, durante a comemoração do 145. º aniversário
desta força de segurança, que decorreu em Lisboa, e que foi
presidida pelo Primeiro-Ministro, Pedro Passos Coelho.
Este objetivo traduzir-se-á numa «redução muito significativa
dos núcleos e secções nos diversos comandos
distritais», traduzindo-se na «redução de mais de cento e
vinte cargos de chefia e (…) na redução de 592 para 180 secções»,
mas salvaguardando «o respeito pelos princípios da hierarquia e da
unidade de comando que sustentam a coesão institucional e de
disciplina de uma força de segurança» como esta.
Reiterando a ideia de que «é estratégico manter Portugal como
País seguro (…) para os cidadãos e para quem nos visita» - «A ideia
de País seguro é um dos ativos mais importantes de que Portugal
dispõe», referiu também -, o Ministro da Administração
Interna adiantou que, no ministério que dirige, «a segurança
não é um dos objetivos. A segurança é, por natureza, o
objetivo».
O Ministro da Administração Interna referiu também que depois de
alcançado o «saneamento financeiro da PSP» que foi essencial «para
garantir a estabilidade e a previsibilidade na vida desta
instituição e assegurar as condições de operacionalidade
adequadas», cabe agora à Direção Nacional «exercer o comando,
garantir a operacionalidade, intensificar a cooperação e
coordenação com as outras forças e serviços de segurança, assegurar
a coesão e disciplina e modernizar os serviços e estruturas desta
polícia».
«No difícil enquadramento orçamental em que vivemos foi possível
assegurar novos recrutamentos, viabilizar recursos para renovação
das instalações policiais, garantir bens e serviços indispensáveis
à atividade operacional e, no início do próximo ano, completar a
integração no sistema remuneratório», referiu Miguel Macedo.