O Ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, afirmou que
a lógica de reestruturação das esquadras em Lisboa e Porto não é a
«poupança», mas sim a «racionalização».
«Uma esquadra em funcionamento tem 14 elementos da PSP que não
fazem mais nada do que estar dentro da esquadra», explicou o
Ministro, acrescentando que nas duas maiores cidades do País,
existem esquadras «a 500 metros umas das outras».
Questionado pelos jornalistas à margem de uma ação de lançamento
do programa «Semear Cidadania», Miguel Macedo referiu que «foi um
erro acabar com a Brigada Fiscal» porque diminuiu a capacidade de
fiscalidade no domínio fiscal e no domínio aduaneiro. No caso do
pagamento do IVA, exemplificou o Ministro, «em termos de autos
levantados e coimas» houve uma diminuição, dos últimos quatro anos,
na ordem dos 55%.
A propósito do regresso da Brigada de Trânsito, Miguel Macedo
considera-o necessário pela «unidade de comando, doutrina e
procedimentos» que proporciona.
Sobre as propostas de reestruturação da GNR - já apresentada - e
da PSP - que será conhecida nas próximas semanas - o Ministro
da Administração Interna explicou ainda que irão «clarificar
espaços de atuação e aprofundar os princípios de especialização e
intervenção de cada uma das forças de segurança».
São alterações que vão «projetar, em termos operacionais, mais
gente para as missões principais de proximidade, visibilidade e
prevenção da criminalidade», afirmou Miguel Macedo. No
caso da GNR, a reestruturação que está a ser elaborada permitirá
que sejam libertados «no imediato» mais 600 elementos
para a atividade operacional.