2012-04-28 às 13:33

A LÓGICA DA REESTRUTURAÇÃO DAS ESQUADRAS NÃO É A «POUPANÇA» MAS SIM A «RACIONALIZAÇÃO»

O Ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, afirmou que a lógica de reestruturação das esquadras em Lisboa e Porto não é a «poupança», mas sim a «racionalização».

«Uma esquadra em funcionamento tem 14 elementos da PSP que não fazem mais nada do que estar dentro da esquadra», explicou o Ministro, acrescentando que nas duas maiores cidades do País, existem esquadras «a 500 metros umas das outras».

Questionado pelos jornalistas à margem de uma ação de lançamento do programa «Semear Cidadania», Miguel Macedo referiu que «foi um erro acabar com a Brigada Fiscal» porque diminuiu a capacidade de fiscalidade no domínio fiscal e no domínio aduaneiro. No caso do pagamento do IVA, exemplificou o Ministro, «em termos de autos levantados e coimas» houve uma diminuição, dos últimos quatro anos, na ordem dos 55%.

A propósito do regresso da Brigada de Trânsito, Miguel Macedo considera-o necessário pela «unidade de comando, doutrina e procedimentos» que proporciona.

Sobre as propostas de reestruturação da GNR - já apresentada - e da PSP - que será conhecida nas próximas semanas - o Ministro da Administração Interna explicou ainda que irão «clarificar espaços de atuação e aprofundar os princípios de especialização e intervenção de cada uma das forças de segurança».

São alterações que vão «projetar, em termos operacionais, mais gente para as missões principais de proximidade, visibilidade e prevenção da criminalidade», afirmou Miguel Macedo.  No caso da GNR, a reestruturação que está a ser elaborada permitirá que sejam libertados  «no imediato» mais 600 elementos para a atividade operacional.

Tags: administração interna, segurança pública, criminalidade, forças de segurança

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