Na década de 90 proliferarem cursos de formação em Informática. Pois agora é o momento para sermos inundados por cursos de formação no setor agrícola.
Portugal tem uma enorme reserva agrícola;
Portugal tem uma alta taxa de desemprego;
Proponho: O REGRESSO À TERRA
Quem não se recorda de na década de 90 proliferarem cursos de formação em Informática. Pois agora é o momento para sermos inundados por cursos de formação no setor agrícola
Cabe ao Estado e à CAP dar o 1º passo.
Vantagens
-Fortalecimento de um setor independente de ciclos. A atividade agrícola é uma atividade básica (setor primário) geradora de enormes ganhos a jusante da economia (setor secundário e terciário).
-Descentralização geográfica do país. Os desempregados ver-se-ão obrigados a mudar-se para as pequenas e médias cidades (mais próximas das áreas agrícolas) o que incentivará o arrendamento, bem como a revitalização de regiões e diversas indústrias economicamente adormecidas.
Um dos maiores erros políticos feitos em Portugal foi termos aceitado ser pagos para não produzirmos bens agrícolas. Qualquer empreendedor sabe que se alguém está disposto a pagar a outrem para não produzir é porque ainda assim sai beneficiado. Como?
-livra-se de concorrência;
De facto perdemos o tempo de uma geração. Outros continuaram em laboração e nós (quais “novos ricos”) vendemos património de antepassados e fomos de férias. Agora é mais difícil apanhar o comboio. Contudo, não temos outra alternativa. Um país como o nosso não se pode dar ao luxo de não possuir agricultura. Não somos ricos. Portanto, temos de ser pragmáticos e tirarmos o maior partido possível do território (terra e mar) que tem qualidades que outros países pagariam para ter. “RETURN TO BASICS”, demolir empreendimentos, se necessário, para obtermos terreno agrícola. Apostando na agricultura teremos, por consequência, um forte setor secundário e terciário. Se apenas apostarmos no setor terciário, dificilmente teremos setor primário e secundário.