Ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social
 
2017-08-09 às 14:01

TAXA DE DESEMPREGO DO SEGUNDO TRIMESTRE BAIXA PARA 8,8%

O Ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, José António Vieira da Silva, destacou a «redução extremamente significativa» da taxa de desemprego no segundo trimestre de 2017 para 8,8% (quebra de 2,0 pontos percentuais face ao período homólogo) e reforçou a importância da criação de emprego na evolução.

«Se compararmos com o mesmo trimestre do ano passado, estamos a falar em perto de 160 mil novos postos de trabalho, o que quer dizer que não apenas está a reduzir a taxa de desemprego e o número de desempregados, mas está a crescer o emprego», disse.

A população empregada, estimada em 4,760 milhões de pessoas, registou um acréscimo trimestral de 2,2% - mais 102,3 mil pessoas – e o maior aumento homólogo desde o quarto trimestre de 2013 (3,4%).

«Resultados muito favoráveis»

O Ministro referiu que «estes são resultados muito favoráveis» porque traduzem «uma capacidade muito significativa de criação de emprego em Portugal, com perto de um quarto de milhão de postos de trabalho criados (247 mil) desde o início de 2016».

«É um crescimento muito forte que constitui um fator de estímulo mas também um fator de esperança e confiança no futuro», acrescentou.

O relatório do INE refere ainda que a população desempregada, estimada em 461,4 mil pessoas registou uma diminuição trimestral de 11,9% (62,5 mil pessoas), «prosseguindo as diminuições trimestrais observadas desde o segundo trimestre de 2016».

A taxa registada de abril a junho deste ano representa um recuo de 17,5% face ao segundo trimestre de 2016.

A taxa de desemprego dos jovens (dos 15 aos 24 anos) recuou 2,4 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior e fixou-se nos 22,7%, o que significa também uma queda de 4,2 pontos percentuais em relação ao segundo trimestre de 2016.

Maior estabilidade dos contratos de trabalho

Vieira da Silva afirmou que esta evolução é um sinal reforçado que «nos novos postos de trabalho ganham peso os contratos sem termo, que crescem neste trimestre 4,9% face ao ano anterior». «Não era tradição que isto acontecesse, o que quer dizer que estão a existir sinais muito positivos de maior estabilidade dos contratos de trabalho, embora ainda longe do que gostaríamos», disse.

«Há muito trabalho de recuperação a fazer, da nossa economia, da nossa sociedade, do emprego, mas este é um sinal muito forte de que a economia está com um ritmo muito positivo e espero que, já nos próximos dias, venhamos também a ver esta confirmação do lado do crescimento económico», concluiu.

Tags: emprego, trabalho, desemprego

INTERVENÇÕES

DOCUMENTOS

COMUNICADOS

CONTACTOS

Entrar em contacto