2017-08-31 às 19:13

CANDIDATURA DO PORTO A SEDE DA AGÊNCIA EUROPEIA DO MEDICAMENTO É «UMA DAS OPÇÕES MAIS VALIOSAS»

«O Governo tem a noção clara que a decisão [de candidatar o Porto a sede da Agência Europeia do Medicamento] é política, mas também de que a informação da Agência e do seu pessoal será igualmente relevante», afirmou o Secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Fernando Araújo, numa declaração à agência Lusa, após uma visita às instalações da Agência, em Londres.

O Governo reuniu com responsáveis e profissionais da Agência Europeia do Medicamento para dar a conhecer a candidatura portuguesa à relocalização da Agência Europeia do Medicamento, atualmente sita em Londres, que será transferida para outro país na sequência da saída do Reino Unido da União Europeia.

«O Porto constitui, para a Agência Europeia do Medicamento, uma das opções mais valiosas», sublinhou o Secretário de Estado.

Nova sede deve ser consensual

A Secretária de Estado dos Assuntos Europeus, Ana Paula Zacarias, que integrou também a delegação do Governo nesta reunião, afirmou que «houve oportunidade para esclarecer dúvidas sobre questões como a habitação, saúde e empregos para os cônjuges dos funcionários da Agência».

«Uma decisão destas não vai ser tomada contra a vontade do pessoal e dos interesses da própria Agência», acrescentou a Secretária de Estado, lembrando que a Comissão Europeia elaborará agora uma análise técnica de cada uma das candidaturas, seguindo-se um debate político.

No dia 30 de setembro, o Presidente do Parlamento Europeu, Antonio Tajani, disse que a escolha da nova sede da Agência Europeia do Medicamento «deve basear-se em critérios objetivos elaborados a nível europeu», segundo comunicado deste órgão.

O mesmo documento refere os seis critérios identificados pela Comissão Europeia e pela Agência para a nova localização desta:

  • Garantia de que estará totalmente operacional quando o Reino Unido sair da União Europeia;
  • Facilidade de acesso em termos geográficos;
  • Disponibilidade de escolas para 600 estudantes, filhos dos funcionários;
  • Acesso ao mercado de trabalho para 900 famílias;
  • Acesso a cuidados médicos para 900 famílias; e
  • Distribuição geográfica de outras agências europeias.

De acordo com Antonio Tajani, algumas candidatas cumprem esses critérios na totalidade. Quase 20 cidades propuseram-se a receber a sede da Agência.

Tags: saúde, medicamentos, união europeia