Economia circular, 20 março 2017
 
2017-03-20 às 14:33

«EQUILÍBRIO ENTRE QUALIDADE DE VIDA E QUALIDADE AMBIENTAL» COM A ECONOMIA CIRCULAR

O Ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, afirmou que a economia circular permite «alcançar um equilíbrio entre qualidade de vida e qualidade ambiental, sem comprometer salários ou padrões sociais».

Em Matosinhos, na sessão de trabalho Eco.PME em que o Ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, também esteve presente, o Ministro referiu que este processo implicar transformar o modo como se faz, usa e valoriza os bens e serviços disponíveis.

«Numa economia circular, os produtos são concebidos com zero desperdício e eliminando componentes tóxicos, podendo integrar materiais reciclados, desenhados para que seja fácil a reparação, a separação e reciclagem, uma e outra vez», disse.

João Pedro Matos Fernandes acrescentou que a economia circular permite «fazer mais com menos» e realçou a importância de o «menos» poder voltar à fábrica para ser reutilizado.

«Seremos mais produtivos, vendendo a qualidade, o desempenho e a durabilidade: ganha o produtor – que reduz custos e riscos com a aquisição de materiais, rentabiliza investimento, consegue a fidelização de clientes; ganha o consumidor, que obtém o melhor desempenho, pagando efetivamente por aquilo de que necessita», afirmou.

Força das pequenas e médias empresas

O Ministro do Ambiente realçou a «força motriz de crescimento e emprego» das Pequenas e Médias Empresas que representam 98% do tecido empresarial, na economia circular.

«Apesar de muitas vezes existirem dificuldades técnicas ou financeiras que adiam a visão de longo prazo, é também entre as Pequenas e Médias Empresas que emergem os novos modelos de negócio, inovação, flexibilidade e adaptabilidade», acrescentou.

O Ministro disse ainda que «Portugal deve agarrar esta ambição e não esperar que outros o façam primeiro para ir atrás; quem começar hoje, irá, sem dúvida, liderar no amanhã». «E nós estamos a fazer esse caminho», acrescentou.

Políticas de futuro

Destacando a informação disponibilizada no portal eco.nomia.pt sobre políticas, exemplos, oportunidades de financiamento e ferramentas, Matos Fernandes referiu que Portugal apoia a «Investigação e Desenvolvimento na conceção ecológico de produtos e serviços de empresas, majorando em 110% estas despesas».

O Ministro destacou também que o Fundo Ambiental «tem assegurado um milhão de euros em 2017 para apoiar a capacitação técnica na identificação destas oportunidades, conduzindo a planos de negócio que possam ser apoiados em fases subsequentes ou por outros mecanismos financeiros».

Matos Fernandes acrescentou que o fundo para as inovações tecnológicas «tem 15 milhões de euros para projetos de interface entre centros tecnológicos, universidades e empresas para também acelerar esta transição».

«Estamos a trabalhar com as áreas de governação da Economia, da Agricultura e da Ciência num plano de ações concretas para o curto prazo, que possam apontar o caminho e fazê-lo desde já. Queremos que este plano seja composto por medidas que possam ser adaptáveis e revistas periodicamente para rapidamente poder integrar as exigências e conhecimento desta matéria, em permanente evolução», disse.

O Ministro do Ambiente afirmou que «mais cedo ou mais tarde» Portugal terá de repensar a fiscalidade, o valor do capital natural, o modo como são feitas as demonstrações financeiras ou mesmo a forma como mede o desenvolvimento económico.

 

Foto: Ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, na sessão de trabalho Eco.PME em Matosinhos, 20 março 2017 (Foto: Estela Silva/Lusa)

Tags: economia, ambiente

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