2016-04-02 às 17:37

MINISTRO ADJUNTO REALÇA PAPEL ATIVO E SOLIDÁRIO DE PORTUGAL NO ACOLHIMENTO DE REFUGIADOS

O Ministro Adjunto, Eduardo Cabrita, realçou o papel ativo e solidário que Portugal tem tido, no contexto europeu, no acolhimento de cidadãos requerentes de asilo e congratulou-se com o trabalho desenvolvido pelas autarquias e pelas instituições neste processo.

«A sociedade portuguesa sabe ser solidária nos momentos definidores da nossa vida coletiva», afirmou o Ministro Adjunto, na abertura da Convenção Anual do Alto Comissariado para as Migrações, que se realizou em Torres Vedras.

«A circunstância de as autarquias locais estarem sob a mesma tutela que as migrações é importante e útil, porque facilita da territorialização das políticas de acolhimento e integração dos migrantes em Portugal», disse.

Eduardo cabrita acrescentou que «o ACM tem vindo, ao longo do tempo, a ser uma peça chave para o sucesso português nos desafios relacionados com a inclusão de imigrantes, e com o diálogo entre culturas, religiões e estilos de vida.

O percurso e os resultados deste trabalho do ACM têm sido reconhecidos não só a nível nacional, como por estudos internacionais. No ano passado, Portugal foi considerado pelo MIPEX, pela terceira vez consecutiva, o melhor país, logo a seguir à Suécia, a acolher e integrar imigrantes.

Integração de que nos podemos orgulhar

«Portugal é hoje um país mais aberto à diferença, mais cosmopolita, mais moderno, mais amigo das minorias. O histórico da integração em Portugal tem, portanto, um passado do qual nos podemos orgulhar», afirmou o Ministro Adjunto.

Resultados que, para Eduardo Cabrita, fazem «elevar a fasquia e colocam desafios mais exigentes», nomeadamente ao nível da articulação com as autarquias, mas também com as entidades públicas e privadas locais.

«O diálogo entre as instituições, as comunidades migrantes e a sociedade de acolhimento é fundamental para o sucesso da inclusão. Os novos financiamentos vão apostar na criação de novos Planos Municipais para a Integração dos Migrantes e no alargamento, além da implementação dos 19 já existentes», afirmou o Ministro Adjunto.

Eduardo Cabrita congratulou-se ainda com o facto de a convenção anual do ACM se realizar em Torres Vedras. «É muito importante aproveitar, sempre que possível, a oportunidade de realizar este tipo de eventos fora dos maiores centros urbanos».

«O país tem muitos desequilíbrios, e eles só podem ser contrariados se apostarmos no aprofundamento da nossa Democracia - designadamente em mecanismos de descentralização - e se prestarmos mais atenção, uma atenção merecida, às cidades de média dimensão», concluiu.

Tags: refugiados, administração local, imigração