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2012-07-30 às 13:17

«ANTECIPAÇÃO E REAÇÃO OPORTUNA DEVERÃO SER AS PALAVRAS-CHAVE PARA UMA NOVA ESTRATÉGIA»

O Primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, afirmou que a «antecipação e reação oportuna deverão ser as palavras-chave para uma nova estratégia» de segurança dos cidadãos e que a mesma não deve funcionar numa lógica de «compartimentos estanques».

Passos Coelho falava na Unidade Especial de Polícia, em Belas, no concelho de Sintra, onde iniciou num ciclo de visitas de trabalho às Forças e Serviços de Segurança.

«A proteção dos cidadãos e do património deve ser erigida como uma prioridade», referiu o Primeiro-ministro, «conseguida através de uma reorganização dos nossos esforços e capacidades, através de uma maior e mais eficaz coordenação entre as diversas forças e serviços (…) principalmente em tempos de crise».

Reafirmando que, para o Governo, «a segurança constitui-se como pressuposto indispensável do exercício, pelos cidadãos, dos seus direitos e liberdades fundamentais», Passos Coelho frisou que existem, no entanto, «duas dimensões de intervenção» essenciais para o sucesso das políticas a implementar no setor, designadamente: «a definição clara e consistente de estratégicas de atuação em cada um dos sectores, procurando pôr fim a incertezas e a duplicações de objectivos; e o reforço de «coordenação, cooperação e a partilha de informação entre as forças e serviços».

«A segurança não pode funcionar numa lógica de compartimentos estanques, seja nos seus domínios específicos, seja na ligação às áreas a que se encontra necessariamente ligada como sejam as da Justiça e da Defesa», referiu ainda.

O Primeiro-ministro destacou também os dados estatísticos da União Europeia referentes ao número de efetivos, em 2007, que dão conta de uma taxa de cobertura de 488 polícias para 100.000 habitantes em Portugal, um valor que só é ultrapassado pelo Chipre e pela Itália.

A propósito do processo de reorganização em curso na PSP, Passos Coelho referiu que o mesmo «determinará uma significativa redução de despesa».

«Fazer mais e melhor, ao mais baixo custo para o cidadão contribuinte, tem sido apanágio da PSP», referiu o Primeiro-ministro, acrescentando que «hoje, mais uma vez, e ao visitar a PSP, pude constatar tal facto».

 

Tags: primeiro-ministro, segurança pública, forças de segurança

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