O Primeiro-Ministro Pedro Passos Coelho manifestou confiança no
caminho que está a ser seguido de ruptura com o passado, que irá
tirar Portugal da atual situação.
No discurso de inauguração da Expofacic, em Cantanhede, Passos
Coelho defendeu as atuais políticas e considerou que os portugueses
compreendem a estratégia que está a ser seguida.
«Acontecesse o que acontecesse teríamos que passar por isto»,
afirmou o Primeiro-Ministro, acrescentando que «aqueles que, na
opinião pública, criticam e responsabilizam o Governo por excesso
de austeridade, são os mesmo que dizem que se calhar não vamos
conseguir» cumprir as metas acordadas com a troika.
«Se se conseguisse viver sempre com mais dívida e mais défice,
porque teríamos que passar por sacrifícios», questionou.
«De cada vez que se falha, de cada vez que as coisas não
resultam de modo a reforçar a confiança dos que nos emprestam
dinheiro, as condições são mais difíceis e o preço a pagar é mais
elevado», afirmou Pedro Passos Coelho.
Passos Coelho acredita que, ao contrário dos críticos, as
«pessoas simples percebem o que o Governo está a fazer».
«O que estamos a fazer é a metermo-nos nas nossas
possibilidades. Mostrar aos que nos emprestam que cumprimos as
nossas obrigações», acrescentou Passos Coelho, relevando a
importância de aproveitar este momento em que o país não precisa de
recorrer aos mercados, para «aproveitar para fazer modificações e
transformações» que permitam a Portugal voltar a «crescer e
competir no mundo global».
«Durante anos as pessoas perceberam que houve muito dinheiro.
Hoje há falta de dinheiro», pelo que «interessa investir bem» e
«não esbanjar dinheiro», pois só desta forma será possível
«aumentar a riqueza do país e criar emprego duradouro»,
afirmou.
«Quando olhamos para traz sobram menos dúvidas, pois o caminho
que fazíamos antes só nos conduzia à desgraça», afirmou o
Primeiro-Ministro.
«Esse é um caminho que não queremos percorrer. Quando fui eleito
o país inteiro sabia que o governo ia romper com o passado. Estou a
cumprir essa expectativa e esse voto que o país decidiu em Junho do
ano passado», afirmou Passos Coelho.
Passos Coelho afirmou que «sabemos bem para onde vamos. Vamos
sair daqui melhor do que quando cá chegámos».
«Está a ser difícil? Está. Vamos vencer? Vamos vencer», concluiu
o Primeiro-Ministro.