Centro de deficientes profundos, 16 julho 2012
 
2012-07-16 às 15:58

ESTADO DEVE SER «UM ELEMENTO PIVÔ» NA AÇÃO DE PROTEÇÃO SOCIAL

O Primeiro-Ministro Pedro Passos Coelho afirmou que o Estado deve ser «um elemento pivô numa ação de proteção social», durante o período em que a economia «nos permita voltar a crescer».

«Em momentos de crise económica e social, os que estão em condições de maior vulnerabilidade são sempre mais duramente atingidos», referiu o Primeiro-Ministro, acrescentando que importa ter «em tempo de crise (…) respostas práticas para aqueles que mais sofrem».

Pedro Passos Coelho falava na cerimónia de lançamento da primeira pedra para a construção de um centro de deficientes profundos da União das Misericórdias Portuguesas, em Borba, onde estiveram também presentes o Ministro da Solidariedade e da Segurança Social, Pedro Mota Soares, e o Secretário de Estado da Solidariedade e da Segurança Social, Marco António Costa.

Relembrando que, desde a primeira hora, o Governo ter dado uma «relevância muito grande em toda a intervenção social», Pedro Passos Coelho destacou o «trabalho social extraordinário que as misericórdias, no seu conjunto, tem vindo a desenvolver».

A propósito da construção do centro de deficientes profundos, o Primeiro-Ministro referiu que «os cidadãos que têm deficiência são cidadãos que têm direitos constitucionais como todos os outros, mesmo que não tenham a possibilidade de se bater por eles, de se organizarem e de bastarem a si próprios».

Para Pedro Passos Coelho, todo o trabalho feito na área da deficiência profunda é duplamente valioso «não apenas porque estamos a cumprir a nossa missão, como também porque nos estamos a substituir àqueles que não têm possibilidade de lutar pelos seus direitos e pelas suas necessidades mais elementares».

O Primeiro-Ministro realçou também o facto do setor social ser «um parceiro relevante, visto que cria postos de trabalho e pode criar valor e riqueza».

O Centro de Borba, que deverá estar concluído em agosto de 2013, constitui a terceira casa para deficientes profundos da União das Misericórdias, envolvendo um investimento de quatro milhões de euros, incluindo o equipamento.

Destinado a servir cerca de 400 pessoas, o novo empreendimento inclui um lar residencial, que pode receber 76 pessoas com grau de deficiência elevado, e um centro de atividades ocupacionais que pode acolher 50 utentes.

É o terceiro centro deste tipo e o primeiro no Alentejo. A escolha do local foi condicionada pelo facto da União das Misericórdias ter um terreno disponível no concelho, que foi doado à instituição por Luís da Silva.

Tags: primeiro-ministro, solidariedade, deficientes

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