O Primeiro-Ministro Pedro Passos Coelho afirmou que o Estado
deve ser «um elemento pivô numa ação de proteção social», durante o
período em que a economia «nos permita voltar a crescer».
«Em momentos de crise económica e social, os que estão em
condições de maior vulnerabilidade são sempre mais duramente
atingidos», referiu o Primeiro-Ministro, acrescentando que importa
ter «em tempo de crise (…) respostas práticas para aqueles que mais
sofrem».
Pedro Passos Coelho falava na cerimónia de lançamento da
primeira pedra para a construção de um centro de deficientes
profundos da União das Misericórdias Portuguesas, em Borba, onde
estiveram também presentes o Ministro da Solidariedade e da
Segurança Social, Pedro Mota Soares, e o Secretário de Estado da
Solidariedade e da Segurança Social, Marco António Costa.
Relembrando que, desde a primeira hora, o Governo ter dado uma
«relevância muito grande em toda a intervenção social», Pedro
Passos Coelho destacou o «trabalho social extraordinário que as
misericórdias, no seu conjunto, tem vindo a desenvolver».
A propósito da construção do centro de deficientes profundos, o
Primeiro-Ministro referiu que «os cidadãos que têm deficiência são
cidadãos que têm direitos constitucionais como todos os outros,
mesmo que não tenham a possibilidade de se bater por eles, de se
organizarem e de bastarem a si próprios».
Para Pedro Passos Coelho, todo o trabalho feito na área da
deficiência profunda é duplamente valioso «não apenas porque
estamos a cumprir a nossa missão, como também porque nos estamos a
substituir àqueles que não têm possibilidade de lutar pelos seus
direitos e pelas suas necessidades mais elementares».
O Primeiro-Ministro realçou também o facto do setor social ser
«um parceiro relevante, visto que cria postos de trabalho e pode
criar valor e riqueza».
O Centro de Borba, que deverá estar concluído em agosto de 2013,
constitui a terceira casa para deficientes profundos da União das
Misericórdias, envolvendo um investimento de quatro milhões de
euros, incluindo o equipamento.
Destinado a servir cerca de 400 pessoas, o novo empreendimento
inclui um lar residencial, que pode receber 76 pessoas com grau de
deficiência elevado, e um centro de atividades ocupacionais que
pode acolher 50 utentes.
É o terceiro centro deste tipo e o primeiro no Alentejo. A
escolha do local foi condicionada pelo facto da União das
Misericórdias ter um terreno disponível no concelho, que foi doado
à instituição por Luís da Silva.