O Primeiro-Ministro Pedro Passos Coelho afirmou que «a economia
portuguesa reduziu, em pouco mais de um ano, as suas necessidades
de financiamento externo, que chegaram a valer dois dígitos,
rondando atualmente os 3,5% do PIB».
Durante a abertura do Congresso Internacional de Pedra Natural,
que está a decorrer em Borba, Pedro Passos Coelho destacou o facto
de Portugal - que «há um ano atrás esteve a dois passos da
bancarrota» - ter reduzido «significativamente as necessidades
adicionais de financiamento da economia».
«As nossas necessidades de financiamento no exterior chegaram a
valer dois dígitos ainda há menos de dois anos atrás, em
percentagem da riqueza criada, Produto Interno Bruto (PIB), e estão
nesta altura em cerca de 3,5%», acrescentou o
Primeiro-Ministro.
Em termos de valores, Pedro Passos Coelho referiu que, este
ano, as necessidades de financiamento externo para a economia
portuguesa poderão situar-se entre 1% e 1,5%.
O Primeiro-Ministro destacou ainda as previsões do Banco de
Portugal que apontam para um excedente comercial.
«Estamos a equilibrar as contas porque importámos menos, consumimos
menos, mas exportámos mais», afirmou, acrescentando que este é o
«resultado da capacidade que as empresas têm verificado para
conseguirem colocar lá fora o que não colocam cá dentro».
Sendo este um fator de prestígio e confiança internacionais, o
Primeiro-Ministro referiu que importa agora colocar o «País num
trajeto sustentável para que não venha a consumir recursos que não
tenha» e que «não seja confrontado com o que aconteceu há mais de
um ano».
Sobre o financiamento às empresas, afirmou que «os bancos em
Portugal criaram uma aversão ao risco muito grande», e que «as
empresas estão demasiado descapitalizadas para oferecerem aos
bancos garantias de que o capital está seguro».