O Primeiro-Ministro afirmou que «quando olhamos para o médio e
longo prazo, verificamos que é necessário criar valor suficiente
para defender um modelo não de baixos salários num determinado país
ou economia», o que só é possível num tecido económico que «aposte
na inovação e na qualidade». Pedro Passos Coelho intervinha após a
visita a uma empresa têxtil e outra de isolamento acústico, criadas
recentemente em Paços de Ferreira e que já empregam quase 60
pessoas, elogiando também a iniciativa do município e dos
empresários por apostarem em negócios inovadores.
«Um município não pode basear o seu futuro nos modelos
tradicionais, tem de acrescentar valor aos modelos tradicionais e
criar novos modelos», afirmou, acrescentando que «Paços de Ferreira
conseguiu tem a perceção de que era necessário fazer alguma coisa
para atrair as inovações e os novos investidores». As empresas
Lider Visual Têxteis e Vicoustic provam que, «em tempo de crise
profunda, é também uma oportunidade para lançar os dados do novo
crescimento, de futuro e prosperidade».
Uma das empresas que o Primeiro-Ministro visitou esteve em risco
de encerrar devido a problemas de tesouraria de algumas dezenas de
milhar de euros, mas presentemente fatura 1,3 milhões euros por
ano, sobretudo para exportação, permitindo a Pedro Passos Coelho
recordar que o Governo aprovou legislação que facilita a
recuperação de empresas com futuro, mas que enfrentam dificuldades
conjunturais: hoje as medidas do programa Revitalizar «permitem que
a recuperação de empresas e a revitalização do nosso tecido
empresarial possam ser feitas também com esta leitura mais fina»,
porque «quando conseguimos olhar para alguns dos detalhes e não
apenas para o aspeto geral, muitas vezes isso pode fazer toda a
diferença para futuro».