Debate do estado da Nação, 12 julho 2012
 
2012-07-11 às 15:37

«AS MUDANÇAS SÃO IMPRESCINDÍVEIS, SE QUEREMOS OLHAR PARA O FUTURO COM CONFIANÇA E ESPERANÇA»

O Primeiro-Ministro afirmou que «as mudanças são imprescindíveis, se queremos olhar para o futuro com confiança e esperança», no debate do estado da Nação, na Assembleia da República. Pedro Passos Coelho acrescentou que «os grandes objectivos que o Governo assumiu desde a tomada de posse não serão abrandados».

O Primeiro-Ministro começou por recordar que «o caminho difícil que começámos a trilhar» neste ano «nos foi em grande medida imposto por estas circunstâncias, que os primeiros passos desse caminho devem conservar uma consciência viva dos perigos que então ameaçavam o nosso modo de vida e o nosso Estado social, e que poderiam por em causa irreversivelmente as nossas aspirações como pessoas e como povo».

Ao fim deste ano, «a experiência recente mostra como fizemos bem em definir um rumo claro, em aceitar sem hesitação as nossas obrigações internacionais e assumir a nossa responsabilidade para com os Portugueses. É muito claro que um caminho menos responsável e mais vacilante teria conduzido a uma progressiva perda de confiança internacional nas nossas capacidades e a uma correspondente perda de controlo sobre o nosso destino».

O Primeiro-Ministro sublinhou que «a rapidez e a credibilidade do nosso ajustamento nos têm valido condições de financiamento do Estado mais favoráveis do que eram há um ano; ou uma correção do défice externo que superou todas as previsões, a ponto de agora o Banco de Portugal estimar o equilíbrio iminente da nossa balança comercial pela primeira vez desde há muitos anos. Mas também não ignoramos que a evolução do desemprego foi mais gravosa do que inicialmente se anteviu, e que precisamos de combatê-lo mais eficazmente». «Sabemos que existem riscos consideráveis associados ao nosso plano de consolidação orçamental, mas também sabemos que aquilo que está mais diretamente sob o controlo do Governo, isto é, as despesas das Administrações Públicas e do Sector Empresarial do Estado, está a ser reduzido a um ritmo não menos considerável», acrescentou.

Referindo-se à situação internacional, Pedro Passos Coelho afirmou que «o último ano sinalizou, deste ponto de vista, uma orientação nova. As preocupações europeias são as nossas preocupações. Os progressos na nossa recuperação são progressos europeus. Agimos num concerto europeu de que fazemos parte, mas que não depende apenas da nossa vontade», referindo com exemplo «a chamada União Bancária, que tem como propósito fundamental evitar que as dificuldades de financiamento dos Estados contagiem o financiamento normal das empresas e das famílias, os seus planos de investimento e os seus projetos de crescimento».

Mas, «sobretudo - reiterou -, não podemos pensar que os nossos problemas devem ser resolvidos por outros. Os nossos problemas são também os problemas comuns europeus. A crise europeia não pode nunca ser vista como uma entidade distante, que diz respeito a outros. As responsabilidades que assumimos, e que devemos assumir, são também parte de uma resposta comum».

Tags: primeiro-ministro, parlamento, estado da nação

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