Primeiro-Ministro, Pedro Passos Coelho, no debate...
 
2012-06-25 às 18:33

TUDO ESTÁ A SER FEITO PARA «NUNCA MAIS TERMOS DE PASSAR POR OUTRA CRISE IGUAL»

O Primeiro-Ministro Pedro Passos Coelho afirmou que «os sacrifícios que a generalidade dos Portugueses está a fazer» estão no centro das preocupações do Governo português.

Durante a sua intervenção no debate da moção de censura ao Governo apresentada pelo PCP, Pedro Passos Coelho referiu que «não existirá um único responsável político que não se preocupe com os efeitos desta crise», pelo que a ação do Governo «é norteada pela resolução das causas desta crise».

«Esse é o único modo consequente de prevenir os efeitos que nos preocupam a todos» referiu, acrescentando que é por isso que «estamos a fazer tudo para nunca mais termos de passar por outra crise igual. Nos nossos dias, esse é o teste decisivo para quem assume responsabilidades políticas hoje em Portugal».

Destacando as ações tomadas pelo Governo nos diversos domínios, com vista a atingir os objetivos da reforma, o Primeiro-Ministro referiu que as mesmas refletem «o seu desígnio reformista e o seu inconformismo com os bloqueios e as fontes de travagem ao progresso e à justiça social que se foram multiplicando em Portugal nos últimos anos», não vendo portanto «matéria para censura» mas sim «razões para sermos ainda mais ambiciosos».

Durante a primeira ronda de respostas aos deputados, Passos Coelho afirmou que, enquanto Primeiro-Ministro, nunca se furtou a anunciar medidas antipáticas, frisando ainda que o Governo exercerá os seus poderes em «plenitude» para adotar as medidas necessárias para o cumprimento do processo de ajustamento.

Reconhecendo a existência de riscos no processo de ajustamento orçamental, Pedro Passos Coelho afirmou que os mesmos «não podem deixar de merecer a devida resposta e terão a devida resposta».

O Governo «exercerá os seus poderes em plenitude para tomar todas as medidas que forem necessárias para garantir o nosso processo de convergência e de ajustamento», acrescentou.

Na segunda ronda de respostas, Pedro Passos Coelho referiu que, para combater a crise, «a recapitalização dos bancos é uma das pedras angulares do sucesso».

«Temos metas e objetivos para cumprir e vamos cumpri-los, sempre reiteramos o nosso objetivo de cumprir com sucesso as metas que estão no memorando de entendimento», referiu, acrescentando que nunca mandou «recados mais difíceis por ninguém a Portugal».

Relembrando as quatro avaliações positivas efetuadas pelatroika, Pedro Passos Coelho referiu que o Governo está assim a cumprir com a sua palavra - «a palavra de Portugal» - podendo «reganhar credibilidade e até renegociar os termos desse memorando».

«Este Governo não desiste de lutar para cumprir tão cedo quanto possível as nossas obrigações. Se for preciso tomar medidas para atingir as metas, fá-lo-emos», referiu o Primeiro-Ministro, acrescentando que o Governo tudo fará para não ter de negociar a dívida: «renegociar a dívida seria o mesmo que claudicar».

Sobre as reformas estruturais que o Governo está a fazer para anular as causas da atual crise e evitar crises futuras - nomeadamente o combate ao desemprego dos jovens - o Primeiro-Ministro referiu que tudo a está a ser feito para «nunca mais termos de passar por outra crise igual».

Tendo em conta «o desígnio reformista» do Governo e a sua defesa da «justiça social», Pedro Passos Coelho afirmou que não há razões para o censurar, mas sim para «ter esperança no futuro».

Entre as várias medidas realizadas pelo Governo para anular as causas da crise, o Primeiro- Ministro destacou a reforma do mercado de trabalho e a concorrência, o combate às rendas excessivas na saúde, nas parcerias público-privadas e no mercado da energia, a credibilização dos exercícios orçamentais a modernização e a transparência da gestão do Estado.

Passos Coelho referiu ainda a diplomacia económica para aumentar as exportações e atrair mais investimento estrangeiro, o Programa de Emergência Social (dando como exemplo as cantinas sociais) e a reforma no mercado de arrendamento.

No que diz respeito ao setor da saúde, o Primeiro-Ministro referiu que o objetivo do Governo é ter «menos chefias, menos fraude, menos duplicação de recursos, menos despesa com convencionados, menos custos com medicamentos em ambulatório e dispositivos médicos e consumíveis, menor número e menores custos em horas extraordinárias», permitindo, por outro lado, mais acesso a médico de família e a mais cuidados continuados, mais genéricos, melhor regulação e mais racionalização de recursos.

Pedro Passos Coelho disse ainda que o Governo está a tornar o ensino público mais exigente e adequado ao mercado de trabalho, a reformar o setor empresarial do Estado, o poder local e a justiça, a reduzir a despesa pública, a recapitalizar os bancos nacionais e a executar um «ambicioso programa de privatizações para diversificar as fontes de financiamento e colocar Portugal no centro das redes da economia global».

Sobre as Novas Oportunidades, o Primeiro-Minstro referiu que «o Governo não despediu ninguém nas Novas Oportunidades nem fechou nenhum centro das Novas Oportunidades». Lançou antes um concurso para o próximo ano e foram fechados alguns centros, devido às restrições financeiras.

«Aquilo que estamos a fazer é criar um sistema de formação profissional de base dual, em parceria com as empresas, de forma a garantir os níveis de empregabilidade mínimos», acrescentou.

Tags: saúde, primeiro-ministro, Memorando de entendimento, programa de assistência económica e financeira, crescimento, emprego, parlamento

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