2012-06-23 às 13:45

CONSOLIDAÇÃO ORÇAMENTAL ESTÁ A SER FEITA «PELO LADO DO CONTROLO DA DESPESA PÚBLICA»

O facto de as receitas fiscais estarem abaixo do previsto no Orçamento do Estado para 2012 «não significa, nesta altura, que se deva fazer uma projeção linear para o resto do ano, dizendo que, portanto, o défice está em causa e que sejam precisas novas medidas de austeridade», afirmou o Primeiro-Ministro Pedro Passos Coelho na conferência de imprensa após uma reunião com o Governo da Colômbia, em Bogotá. O Primeiro-Ministro referia-se aos dados da execução orçamental de maio que mostram receitas fiscais inferiores às previstas. 

O Governo está «a analisar com muita atenção aquilo que se passa do lado da receita, de modo a avaliar em que medida é que pode estar em causa o objetivo do défice» de 4,5% para este ano, que, reiterou, vai ser cumprido. «Do lado da receita fiscal, existe hoje um reflexo muito direto entre a queda de atividade da economia e a receita que está a ser gerada, e ela não tem as mesmas explicações em todas as variáveis».

O Primeiro-Ministro destacou que, todavia, a despesa primária está abaixo do projetado, o que mostra que o Governo está a cumprir o compromisso de controlar a despesa pública. «O processo de consolidação orçamental é um processo que tem vicissitudes e tem riscos a que temos de estar atentos. Nós não temos aqui uma ciência exata. Sabemos que estamos no caminho certo. Sabemos que a única forma de mostrar o nosso nível de comprometimento com objetivos que estão traçados é o de prosseguir a consolidação orçamental pelo lado do controlo da despesa pública». «Portanto, é um exercício que vamos fazer com muita serenidade, dizendo aos portugueses que o caminho que está a ser seguido é um caminho coerente e sério e que não existe nenhuma alternativa à consolidação orçamental, e o Governo vai continuar a lutar por ela», acrescentou.

Os dois Governos assinaram dois memorandos de entendimento, um sobre o reconhecimento mútuo de títulos, diplomas e graus académicos, e outro no domínio da energia, tendo tanto o Presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, como o Primeiro-Ministro Pedro Passos Coelho afirmado a intenção de reforçar as relações bilaterais económicas e culturais. Durante a visita que o Presidente colombiano fará a Portugal em novembro, deverão ser assinados outros acordos, de que o Presidente Santos referiu sobre tributação, aeronáutica, segurança e luta contra o narcotráfico.

Tags: primeiro-ministro, programa de assistência económica e financeira, despesa, receita fiscal

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