Debate quinzenal, 15 junho 2012
 
2012-06-15 às 12:42

GOVERNO ESPERA «UMA REDUÇÃO ENTRE 4 MIL E 4,5 MIL MILHÕES DE EUROS» NOS ENCARGOS DO ESTADO COM AS PARCERIAS PÚBLICO-PRIVADAS

O Primeiro-Ministro Pedro Passos Coelho afirmou que o Governo espera «uma redução entre 4 mil e 4,5 mil milhões de euros» nos encargos do Estado com as parcerias público-privadas, durante o debate quinzenal na Assembleia da República, em que respondeu às perguntas da oposição. «O Governo assumiu uma meta, juntamente com a Estradas de Portugal, para a qual está a trabalhar. Foi assumidamente tomado o valor de cerca de 30% de redução desses encargos, que o Governo fixou como uma meta que seria alcançável. E eu espero que ela seja alcançável, porque isto significaria, até ao fim de vida dos contratos»

O Primeiro-Ministro referiu que os encargos de médio e longo prazo com as parcerias público-privadas estavam estimados «em quase 1,9 mil milhões de euros por ano a partir de 2014» quando o atual Governo tomou posse. «Esse valor, entretanto, foi reduzido, porque, logo no início do mandato este Governo decidiu suspender vários projetos de parcerias público-privadas que estavam ainda em tempo de poder ter uma decisão dessa matéria». «Estima-se agora que esses encargos possam andar entre quase 1,2 e 1,4 mil milhões de euros durante quase 30 anos. O nosso objetivo é, evidentemente, fazer a renegociação destes contratos», concluiu.

O Primeiro-Ministro afirmou igualmente que o Governo espera receber «até ao final deste mês uma auditoria internacional que está a ser realizada contrato a contrato». Contudo, iniciou já «negociações que estão a decorrer com vista à redução destes encargos para os contribuintes no que respeita aos diversos contratos, sobretudo àqueles que estão ligados às chamadas ex-scut».

Pedro Passos Coelho afirmou também que «o Governo encara com muita naturalidade e com muita tranquilidade a iniciativa de censura» que o PCP anunciou. O caminho que o Governo tem seguido «tem produzido efeitos úteis a Portugal», afirmou, acrescentando que «é útil a Portugal ser visto como alguém que cumpre aquilo que se compromete. Numa altura de incerteza geral é útil para os portugueses que, graças ao caminho seguido, Portugal seja hoje olhado com respeito».

Tags: despesa, parcerias público-privadas, parlamento, primeiro-ministro

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