Congresso de empresários cristãos, 1 junho 2012
 
2012-06-01 às 20:53

SEM VALORES «TERÍAMOS MUDANÇAS, MAS NÃO CHEGARÍAMOS A TER VERDADEIRAS REFORMAS»

O Primeiro-Ministro Pedro Passos Coelho afirmou que as reformas estruturais que o Governo está a levar a cabo devem ser orientadas por valores como «a confiança, a liberdade, a responsabilidade, a solidariedade, o trabalho, o respeito pela iniciativa alheia, o mérito, a abertura à descoberta», na sessão de abertura do congresso da Associação Cristã de Empresários e Gestores, que decorre em Lisboa, sob o tema «amor ao próximo como critério de gestão». «Sem isso, teríamos mudanças, mas não chegaríamos a ter verdadeiras reformas», acrescentou o Primeiro-Ministro.

Os empresários e gestores têm a responsabilidade de se «assumirem como agentes decisivos da recuperação e da modernização do País», «como agentes que também devem liderar pelo exemplo profissional e de cidadania», apostando no crescimento através de «novos investimentos, em formação profissional, em novos mercados».

O Primeiro-Ministro afirmou também que nas suas reuniões com os funcionários que representam a troika UE-BCE-FMI lhes comunicou a prioridade do Governo de acelerar «o ritmo de execução das reformas estruturais» e da mobilizar os portugueses «para o desígnio dessas transformações». «Antes mesmo de me dirigir para este congresso, tive a ocasião de confrontar, pela quarta vez, o conjunto de reformas que vêm sendo executadas, em interação com a troika», afirmou. «Da mesma forma que a insistência do lado da troika aponta para não abrandar o ritmo de execução das nossas reformas estruturais, o Governo assume que não só é prioritário acelerá-las, como sobretudo mobilizar cada vez mais os portugueses para o desígnio dessas transformações», acrescentou Pedro Passos Coelho.

«Hoje, podemos dizer com confiança que Portugal está muito próximo do caminho do crescimento e, para que todos os dias possamos estar mais próximos, não podemos retardar e abrandar o ritmo das mudanças que estamos a introduzir», afirmou, referindo-se designadamente ao «sacrifício extraordinário que todos os portugueses, de um modo geral, têm demonstrado, não apenas para afirmar o seu amor ao próximo, mas também o seu amor à Pátria». «Tem sido realmente extraordinário e uma honra muito grande chefiar um Governo que tem tido a possibilidade de contar com um povo tão extraordinário como aquele que nós temos em Portugal», concluiu.

Tags: primeiro-ministro, reformas estruturais, Memorandos de entendimento, programa de assistência económica e financeira

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