O Primeiro-Ministro Pedro Passos Coelho afirmou que as reformas
estruturais que o Governo está a levar a cabo devem ser orientadas
por valores como «a confiança, a liberdade, a responsabilidade, a
solidariedade, o trabalho, o respeito pela iniciativa alheia, o
mérito, a abertura à descoberta», na sessão de abertura do
congresso da Associação Cristã de Empresários e Gestores, que
decorre em Lisboa, sob o tema «amor ao próximo como critério de
gestão». «Sem isso, teríamos mudanças, mas não chegaríamos a ter
verdadeiras reformas», acrescentou o Primeiro-Ministro.
Os empresários e gestores têm a responsabilidade de se
«assumirem como agentes decisivos da recuperação e da modernização
do País», «como agentes que também devem liderar pelo exemplo
profissional e de cidadania», apostando no crescimento através de
«novos investimentos, em formação profissional, em novos
mercados».
O Primeiro-Ministro afirmou também que nas suas reuniões com os
funcionários que representam a troika UE-BCE-FMI lhes comunicou a
prioridade do Governo de acelerar «o ritmo de execução das reformas
estruturais» e da mobilizar os portugueses «para o desígnio dessas
transformações». «Antes mesmo de me dirigir para este congresso,
tive a ocasião de confrontar, pela quarta vez, o conjunto de
reformas que vêm sendo executadas, em interação com a troika»,
afirmou. «Da mesma forma que a insistência do lado da troika aponta
para não abrandar o ritmo de execução das nossas reformas
estruturais, o Governo assume que não só é prioritário acelerá-las,
como sobretudo mobilizar cada vez mais os portugueses para o
desígnio dessas transformações», acrescentou Pedro Passos
Coelho.
«Hoje, podemos dizer com confiança que Portugal está muito
próximo do caminho do crescimento e, para que todos os dias
possamos estar mais próximos, não podemos retardar e abrandar o
ritmo das mudanças que estamos a introduzir», afirmou, referindo-se
designadamente ao «sacrifício extraordinário que todos os
portugueses, de um modo geral, têm demonstrado, não apenas para
afirmar o seu amor ao próximo, mas também o seu amor à Pátria».
«Tem sido realmente extraordinário e uma honra muito grande chefiar
um Governo que tem tido a possibilidade de contar com um povo tão
extraordinário como aquele que nós temos em Portugal»,
concluiu.