Cimeira informal da União Europeia, 24 maio 2012
 
2012-05-24 às 02:14

GRÉCIA DEVE PERMANECER NA ZONA EURO E RESPEITAR OS SEUS COMPROMISSOS

A possibilidade de saída da Grécia do euro «não foi uma matéria que tenha sido tratada nesta reunião», afirmou o Primeiro-Ministro Pedro Passos Coelho no final da reunião informal de Chefes de Estado e de Governo da União Europeia, em Bruxelas. «Julgo que há uma intenção clara de não interferir no processo eleitoral na Grécia», acrescentou, referindo-se à situação no país, onde, após as eleições de 6 de maio, não foi possível formar governo, estando já agendadas novas eleições legislativas para 17 de junho.

O Primeiro-Ministro fez suas as palavras do presidente do Conselho Europeu Herman van Rompuy que, numa declaração no final da reunião informal, afirmou que os líderes europeus querem «que a Grécia permaneça na Zona Euro e respeite os seus compromissos».

O encontro destinava-se a preparar a cimeira de 28 e 29 de junho, que poderá tomar decisões sobre uma estratégia para o crescimento sustentável e criação de emprego - tal como ficara delineado no Conselho Europeu de dezembro -, e depois dele o presidente do Conselho, Herman van Rompuy, e a Comissão Europeia, dispõem de «um leque muito mais alargado de instrumentos de discussão, que habilitarão o próximo Conselho Europeu a ir mais longe na elaboração» dessa estratégia, afirmou o Primeiro-Ministro.

Houve «um debate extremamente intenso e frutuoso» que «nos permitiu aproximar a todos», afirmou o Primeiro-Ministro, acrescentando que «o objetivo na UE e no Conselho Europeu não é alinhar o pensamento de toda a gente pela mesma bitola», mas criar um consenso suficiente para fazer progredir a Europa.

A questão das euro-obrigações (eurobonds) foi discutida na reunião informal de Bruxelas numa perspetiva de longo prazo. Portugal defendeu que a emissão conjunta de obrigações europeias «não é resposta para a situação atual», tal como a maioria dos países, que considera que a ideia não é exequível no imediato, mas apenas no quadro de uma maior integração financeira, económica e política.

«Eu defendi o que tenho defendido em público: creio que os eurobonds não são uma resposta para a situação atual», afirmou o Primeiro-Ministro, acrescentando que o Governo não tem uma posição de princípio contra a ideia, mas que não é a solução para os problemas com da Europa, e da zona euro. A emissão de eurobonds foi proposta pela França, após a eleição do novo Presidente, François Hollande.

Tags: união europeia, zona euro, crescimento, emprego

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