Primeiro-Ministro Pedro Passos Coelho com o...
 
2012-05-20 às 20:53

«PRESIDENTE HOLLANDE SERÁ UMA DAS VOZES IMPORTANTES PARA AJUDAR A RESOLVER» PROBLEMAS DA ZONA EURO

O Primeiro-Ministro Pedro Passos Coelho afirmou que «o Presidente Hollande será uma das vozes importantes para ajudar a resolver o contexto de incerteza» na zona euro, decorrentes de «variáveis externas ao País, que não controlamos», como a necessidade de financiamento da economia e o aumento da pressão dos mercados sobre o conjunto da zona euro, no final de uma reunião com o Presidente da República de França, François Hollande, em Chicago, Estados Unidos, antes da Cimeira da NATO, na qual ambos participam.

Os dois dirigentes políticos encontraram «uma boa base de trabalho» para dar prioridade ao estímulo do financiamento à economia para aumentar o crescimento económico, sem aumentar despesa pública. Houve também «muita convergência» em que o crescimento económico não deve vir por via da despesa pública, mas por reformas e estímulo do financiamento à economia: «Precisamos de ser mais competitivos e isso exige reformas estruturais em Portugal e na Europa e precisamos de ter dispositivos comuns (...) que nos permitam canalizar o financiam necessário, não para os Estados, mas para a economia dos diversos países».

O Primeiro-Ministro afirmou que o Programa de Assistência Económico e Financeiro assinado com a troika CE-BCE-FMI está a ser cumprido com sucesso, o que é reconhecido internacionalmente, recordando que a disciplina e o rigor orçamental fazem parte da estratégia de crescimento de Portugal. «Portugal não precisa de mais tempo» para o programa de ajustamento - reiterou , mas sim de melhores condições de financiamento à economia, o que tem sido analisado com a troika. Apesar do reforço do financiamento do Banco Central Europeu à banca portuguesa, «a maior parte das empresas continua a ter uma extrema dificuldade em aceder ao crédito».

O Primeiro-Ministro afirmou que «não há esforços de contenção, disciplina orçamental, rigor e reformas estruturais bem sucedidas se as empresas não acederem a financiamento. Este é o aspeto que deve ser visto com mais cuidado, mesmo no contexto europeu». O Governo vai continuar a levantar esta questão na União Europeia, até que esta consiga «encontrar um mecanismo que assegure que a liquidez que tem sido cedida aos bancos possa chegar à economia», o que «até hoje ainda não aconteceu em Portugal, Espanha, Itália e vários outros países que têm vivido em stress financeiro do lado da economia real».

A continuação e, mesmo, o recrudescimento da pressão dos mercados sobre a zona euro é negativa para Portugal e o novo Presidente francês, François Hollande, pode ser aqui um aliado importante: «É um esforço muito grande do País inteiro, que estamos a fazer para cumprir o programa de ajustamento e estamos a conseguir fazê-lo de forma muito satisfatória, mas há aspetos que se relacionam com variáveis externas ao País que não controlamos», afirmou o Primeiro-Ministro, acrescentado ser sobre estas variáveis «que devemos atuar em conjunto em termos europeus e o Presidente Hollande será uma das vozes importantes para ajudar a resolver o contexto de incerteza» na zona euro.

Na reunião verificou-se também que existe «uma visão comum de ter as contas públicas em ordem, que o Presidente francês compreende também», referiu o Primeiro-Ministro, acrescentando que o Chefe do Estado francês «subscreve a ideia de que é preciso levar a bom porto os esforços de consolidação orçamental», que hão de permitir ao países da Europa «ser mais competitivos e poder crescer no médio e longo prazo».

Tags: economia, programa de assistência económica e financeira, união europeia, zona euro, crescimento

ATIVIDADE AMIGOS

FAVORITOS

CONTACTO

Entrar em contacto 

QUESTÕES FREQUENTES

LINKS RÁPIDOS