Os Primeiros-Ministros Pedro Passos Coelho e David Cameron, do
Reino Unido, destacaram a coincidência de interesses entre Portugal
e o Reino Unido na criação de empregos e promoção do crescimento
económico na Europa, no final de uma reunião bilateral em Londres,
na qual o Primeiro-Ministro Pedro Passos Coelho informou David
Cameron da aplicação do programa de reformas em Portugal e foi
discutido «todo o processo na Europa».
O Primeiro-Ministro afirmou também que «devemos centrar-nos não
só na responsabilidade fiscal, mas também na tarefa de criar
empregos», acrescentando que «é inconcebível pensar no futuro da UE
sem ver um trabalho muito próximo com o Reino Unido e todos os 27
parceiros», e que «ultrapassaremos a crise juntos».
O Primeiro-Ministro britânico referiu o «interesse comum em pôr
a economia europeia em boa forma»: «Enfrentamos ambos desafios
semelhantes de reduzir o défice e dívida pública e mostrar ao mundo
que vamos cumprir os nossos compromissos», e de «promover
crescimento» através de «reformas estruturais necessárias para
completar o mercado único na energia, serviços e economia
digital».
O Primeiro-Ministro do Reino Unido afirmou também a
disponibilidade do seu país para pressionar os vizinhos da
Guiné-Bissau para intervirem na estabilização do país, nomeadamente
«enquanto membro permanente do Conselho de Segurança da ONU».
O Primeiro-Ministro português manifestou satisfação pelo empenho
britânico no processo democrático na Guiné-Bissau: «Temos de
trabalhar juntos na ONU para convidar todos os países importantes
na região para estabilizar a situação, para recuperar as
instituições democráticas e para concluir o processo eleitoral das
eleições presidenciais», uma vez que a «pressão internacional sobre
os rebeldes na Guiné-Bissau e junto dos países importantes na
região pode alcançar um bom resultado e evitar um mau final do
processo».