O envio de militares portugueses para a zona da Guiné-Bissau é
«uma pura ação de prevenção» para «salvaguardar interesses de
cidadãos portugueses», afirmou o Primeiro-Ministro na visita à Base
Aérea do Montijo: «É sabido que por ordem do Governo, e por
instrução minha direta, as Forças Armadas portuguesas aprontaram
uma força que tem como missão a eventual necessidade de resgate de
cidadãos portugueses na Guiné-Bissau e não qualquer outra».
«Esses meios têm estado em movimento de modo a que possam estar
operacionais caso essa eventualidade se venha a colocar, trata-se
de uma pura ação de prevenção destinada a salvaguardar os
interesses dos cidadãos portugueses», acrescentou Pedro Passos
Coelho.
O Primeiro-Ministro afirmou esperar que não venha a ser
necessário evacuar cidadãos portugueses da Guiné e que «a
legalidade possa ser rapidamente reposta». «Portugal tem estado
ativo no plano diplomático, seja ao nível do Conselho de Segurança
das Nações Unidas, onde já suscitou esta matéria juntamente com o
Brasil, seja relativamente ao espaço da CPLP» com «intensas
reuniões nos últimos dias que permitem apontar para uma consonância
e articulação de posições».
«Trata-se de um golpe militar absolutamente ilegítimo ocorrido
durante um processo eleitoral democrático e com instituições
sufragadas democraticamente no pleno uso dos seus poderes», afimrou
o Primeiro-Ministro, que acrescentou que «toda a ação de condenação
internacional deverá ter em conta não apenas a necessidade de
salvaguardar fisicamente a integridade de todas as autoridades
legítimas da Guiné, como ainda de apontar para a construção de um
cenário de reposição da legalidade e estabilidade no
território».