Primeiro-Ministro, Pedro Passos Coelho, no debate...
 
2012-04-13 às 11:41

«PRECISAMOS DE TER PREVIAMENTE CONFIANÇA NOS MERCADOS PARA, SEM AJUDA ADICIONAL, PODER CUMPRIR AS NOSSAS OBRIGAÇÕES»

Falar de um regresso aos mercados em setembro de 2013, «não significa uma data em absoluto para que Portugal regresse aos mercados», afirmou o Primeiro-Ministro, Pedro Passos Coelho, no debate quinzenal no Parlamento, de iniciativa da oposição, acrescentando: «significa que nessa data nós precisamos de ter previamente confiança nos mercados para, sem ajuda adicional, poder cumprir as nossas obrigações».

Afirmando que «há uma explicação para isso», o Primeiro-Ministro acrescentou que «setembro de 2013 corresponde à data de vencimento de uma linha de obrigações do Tesouro que ocorre, pela primeira vez, fora do período de garantia do período em que o Fundo Monetário Internacional e a União Europeia garantem transferências financeiras para Portugal».

Assim, mais importante do que a data precisa do vencimento destas obrigações do Tesouro, explicou Pedro Passos Coelho, é o processo que está a ser desenvolvido para «reconquistar confiança nos mercados, garantindo que o Estado pode fazer emissões bem-sucedidas a longo prazo». E sublinhou: «O que é importante é o Governo ir evidenciando no País os bons resultados que nos permitam regressar ao mercado para garantir o cumprimento destas obrigações».

Para isto, Portugal precisa de garantir o cumprimento dos objetivos em matéria de défice orçamental e de défice externo, fazer as reformas estruturais para que haja um crescimento sustentado no futuro e, sendo preciso «viver no período intermédio, ir tomando as medidas necessárias para que a contração da economia não se converta numa recessão profunda».

Tags: primeiro-ministro programa de assistência económica e financeira

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