«Uma nação que tem amor próprio não anda de mão estendida, nem a
lamentar-se, cumpre os seus compromissos e volta a erguer-se, é
esse o custo que o país sabe que tem de cumprir para sair da
situação em que está e os portugueses terão muito orgulho em poder
fazê-lo, porque não querem manter, como tiveram nos últimos dez
anos, uma economia que não cresce e um desemprego a crescer
continuament», afirmou o Primeiro-Ministro Pedro Passos Coelho no
debate quinzenal na Assembleia da República.
O Primeiro-Ministro afirmou que o governo está a «fazer aquilo
que é suposto um país honrado fazer», e que passado este ano
difícil «teremos dado um passo importante para superar as
dificuldades», acrescentou ainda a situação a que o País
chegou não se deveu a vários anos da minha governação».
O Primeiro-Ministro referiu que o défice estrutural para 2011
representa «um desagravamento de 4,4% do PIB relativamente a 2010»
e que o desequilíbrio externo teve uma redução de 2,1%: «As
necessidades de financiamento externo do país estão a reduzir-se
consideravelmente».
O Primeiro-Ministro afirmou ainda que «as funções essenciais do
Estado estão preservadas ao nível da saúde, educação, segurança e
justiça. São funções essenciais e estão asseguradas não obstante as
grandes dificuldades que temos».