Primeiro-Ministro Pedro Passos Coelho discursa na...
 
2012-01-17 às 16:31

ACORDOS COM PARCEIROS E INSTITUIÇÕES DE SOLIDARIEDADE AFIRMAM «COLIGAÇÃO SOCIAL IMPORTANTE»

O Governo «evidencia hoje também dispor de uma coligação social importante para que o país saiba qual é a direção que está a ser seguida e o que é que todos, mas todos, estamos a fazer para vencer esta crise e para viver melhor», afirmou o Primeiro-Ministro Pedro Passos Coelho na cerimónia de assinatura do protocolo entre o Governo e as associações de instituições de solidariedade social, referindo-se a este acordo e ao alcançado na concertação social. O Estado, através do acordo com as IPSS, vai transferir para estas entidades 1 200 milhões de euros, criando um quadro pelo qual «as IPSS sabem agora com o que podem contar por parte do poder público», referiu o Primeiro-Ministro, que estava acompanhado pelo Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros.

O Primeiro-Ministro afirmou que «é muito importante haver estabilidade para estas instituições poderem funcionar», e «em tempos de emergência social, é indispensável que o Estado desenvolva relações com as IPSS porque sozinho não tem condições humanas nem financeiras para chegar a quem mais precisa», referindo-se especificamente aos idosos, às crianças e aos portadores de deficiência.

«Felizmente, estamos a iniciar o ano de 2012 dizendo, não apenas que o Estado assume a responsabilidade pelo pagamento das dívidas que têm penalizado fortemente estas instituições, mas também que assegura com elas um quadro muito definido e estável de intervenção para todo o ano», acrescentou. «Não temos para gastar na área social aquilo que gostaríamos», «mas não desistiremos por essa razão de fazer o melhor, acreditando na verdadeira parceria que podemos estabelecer com todos aqueles que melhor do que o Estado podem prestar este serviço e este cuidado».

O Primeiro-Ministro referiu-se também a «todos aqueles que saem da sua zona de conforto, da sua postura reivindicativa tradicional e que se disponibilizam a reconhecer quais são as limitações, não do Governo, mas da sociedade, e a encontrar dentro dessas limitações e dessas restrições a abertura necessária». Está nas mãos dos portugueses «fazer de um ano de adversidades» como vai ser 2012 «um ano de grandes mudanças e transformações».

O Ministro da Segurança Social e da Solidariedade, Pedro Mota Soares, colocou igualmente a tónica no reforço da coesão: «Só combatendo a exclusão social podemos dar alento a todos os portugueses que hoje passam dificuldades». Para isso, o Governo conta com as instituições sociais, não apenas pela função que desempenham junto dos mais carenciados, mas também pela relevância económica que têm nas zonas mais remotas do País.

O presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade, Lino Maia, referiu que a colaboração com o Governo foi «reconfortante» para quem trabalha na área social e se defronta com os problemas das pessoas todos os dias, e embora o valor da transferência do Estado para as IPSS não seja o desejado por estas, «é o possível». O presidente da União das Misericórdias, Manuel Lemos, referiu a abertura deste protocolo para «janelas no futuro», ao apostar na inovação dos instrumentos da Segurança Social. O presidente da União das Mutualidades, Luís Sá e Silva, referiu a necessidade de «fazer mais com menos».

Primeiro-Ministro Pedro Passos Coelho discursa na assinatura do acordo entre o Governo e as associações de instituições particulares de solidariedade social, Lisboa, 16 janeiro 2012 Tags: primeiro-ministro, solidariedade

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