O Primeiro-Ministro presidiu à assinatura dos contratos que fazem de Portugal o primeiro país europeu a desenvolver as Redes de comunicações de Nova Geração (RNG) nas zonas rurais, afirmando assim a sua liderança em alguns sectores das tecnologias da informação e comunicações. A cerimónia, que decorreu em Vila Viçosa, vai permitir dotar as zonas rurais do Norte, Centro e Alentejo e Algarve de comunicações electrónicas de alta velocidade, abrangendo 1,2 milhões de pessoas, num investimento de 156,5 milhões de euros que vai criar 20 mil empregos.
José Sócrates afirmou que a aposta feita nos últimos anos nas novas tecnologias de informação e comunicação (TIC) colocou Portugal na linha da frente em alguns domínios desta área, sendo uma das consequências que o País passou a exportar mais do que aquilo que importa nas áreas tecnológicas: este investimento «foi de tal intensidade que, em 2007, começámos a ter a balança tecnológica positiva», situação que se manteve em 2008 e 2009.
Portugal é o primeiro país europeu a desenvolver as Redes de comunicações de Nova Geração (RNG) nas zonas rurais, o que vai contribuir «para aumentar a igualdade de oportunidades» entre o interior e o litoral, e combater a info-exclusão. A decisão de instalar as RNG nas zonas rurais visa impedir o erro cometido na instalação das comunicações por cabo, quando «o País do interior não teve acesso a essa modernização».
O Primeiro-Ministro deu ainda outros exemplos: Portugal está hoje no primeiro lugar europeu, na tabela do governo electrónico, quando há cinco anos estava classificado em 16.º lugar; a escola de Várzea de Abrunhais, em Lamego, foi classificada pela Microsoft como a tecnologicamente mais evoluída do mundo.
José Sócrates reiterou que este é o tipo de investimentos de que Portugal precisa porque ao mesmo tempo que se permitem combater os efeitos da crise económica mundial, também modernizam o País. No caso das RNG, se trata de um investimento no futuro, «que vai criar muito emprego e colocar Portugal na linha da frente dos países com mais ambição na sua infra-estrutura tecnológica». «É com estes investimentos que se constroem boas empresas internacionais, clusters industriais que venderão para o mundo a nossa tecnologia», acrescentou.