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Protocolo com rodoviárias para generalização da bilhética sem contacto na Área de Lisboa


2007-08-02

Intervenção da Secretária de Estado dos Transportes por ocasião da Cerimónia de Assinatura do Protocolo com os Operadores Rodoviários Privados da AML para Generalização da Bilhética sem Contacto

(Só faz fé a versão efectivamente proferida)

Senhor Presidente,
Senhoras e Senhores Deputados,
Senhor Presidente do IMTT,
Senhor Presidente da Antrop,
Senhores Presidentes e Administradores de Operadoras de Transportes aqui presentes,
Minhas Senhoras e Meus Senhores,

Hoje é um dia a que atribuo grande simbolismo, pela conjugação de duas circunstâncias:

Desde logo, trata-se da primeira vez que me desloco às instalações do Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres, a nova entidade responsável pelo planeamento e regulação de todo o sector dos transportes terrestres.

E, desloco-me aqui, não para fazer uma visita de mera cortesia, mas para assinalar a concretização de uma forte aposta do Governo: a aposta na generalização da bilhética sem contacto na Área Metropolitana de Lisboa.

Comecemos por aqui.

A cerimónia de hoje assinala a assinatura de um Protocolo entre o IMTT, a Otlis [Operadores de Transportes da Região de Lisboa] e 7 operadores rodoviários privados de transporte público da Área Metropolitana de Lisboa.

Este Protocolo cria as condições para que estes operadores adiram ao sistema de bilhética sem contacto, já hoje instalado ou em fase de afinação nos operadores públicos, nos Transportes Colectivos do Barreiro, na Fertagus e no Metro Sul do Tejo.

Ou seja, formalizamos um investimento de mais de 12 milhões de euros para que, em 2009, o conjunto dos 15 operadores de transporte público da Área Metropolitana de Lisboa estejam abrangidos pelo sistema de bilhética sem contacto e plenamente integrados num Sistema de Informação Central e Intermodal.

Trata-se de uma aposta na simplificação, na eficiência e na transparência do sistema de transportes da Área Metropolitana de Lisboa.

Uma aposta na simplificação porque os sistemas de bilhética sem contacto permitem a desmaterialização dos títulos de transporte, tornando o sistema mais friendly para o utilizador.

De facto, a desmaterialização de títulos de transporte permite encontrar soluções de bilhética que melhor respondem às necessidades de mobilidade das pessoas e que se adaptem à efectiva utilização que pretendam fazer do sistema de transportes.

Permitam-me, neste particular, que destaque a Transtejo e a Soflusa, que desde ontem e com recurso ao «Lisboa Viva», desmaterializaram os Passes Próprios e Combinados com a Carris, o Metropolitano de Lisboa e os Transportes Colectivos do Barreiro, permitindo que a sua validade seja de 30 dias, segundo a melhor conveniência dos utilizadores.

Mas, destaco igualmente, que já a partir de Outubro, entrará em fase experimental o Bilhete Único entre a Carris e o Metropolitano de Lisboa, que permitirá a utilização indistinta de unidades de viagem neste operadores, numa lógica de «porta-moedas electrónico» do transporte p, sistema que será alargado à Transtejo e à Soflusa até ao final do ano e, progressivamente, a todos os operadores de transporte público da Área Metropolitana de Lisboa.

Esperamos chegar a 2009 com a desmaterialização do passe intermodal, aumentando os utilizadores do «Lisboa Viva» de 1,3 para 1,8 milhões de pessoas e generalizando o Bilhete Único.

Ou seja, o sistema fica mais simples porque a escolha do modo de transporte passa a ser feita em função das necessidades efectivas de mobilidade dos cidadãos e não em função do título de transporte que adquirem.

O sistema fica também mais eficiente.

A generalização da bilhética sem contacto permite revolucionar os métodos de venda e modelos comerciais, desmaterializando, por ano, cerca de 50 milhões de transacções de venda de títulos e mais de 1600 milhões de transacções de controlo de viagem.

Penso que são evidentes para todos os ganhos de eficiência que uma desmaterialização de vendas desta dimensão representa para o sistema de transportes e, em particular, para os seus operadores.

Por fim, mas não menos importante, o sistema fica mais transparente.

E fica mais transparente porque associamos ao projecto de bilhética sem contacto um Sistema de Informação Intermodal Central, gerido pela Otlis e supervisionado pelo IMTT, que permite o processamento e tratamento de dados, bem como a prestação de uma série de serviços criadores de valor.

Estou a pensar, por exemplo, nos serviços especiais de repporting e no clearing automático de vendas e pagamentos, de receitas e sua distribuição.

Esta evolução nos serviços intermodais será um dos pilares fundamentais na consolidação do processo de contratualização gradual e progressiva das obrigações de serviço público dos transportes e na racionalização e simplificação do sistema tarifário na Área Metropolitana de Lisboa.

Minhas Senhoras e meus senhores,

Simplificação, Eficiência e Transparência. É isto que esperamos do nosso sistema de transportes e por isso estamos a colocar as novas tecnologias ao serviço dos cidadãos e das empresas de transportes.

Mas, as novas tecnologias, e em particular os sistemas de bilhética integrados que estamos a promover, permitirão contribuir para um melhor conhecimento dos transportes e da forma como são utilizados.

Trata-se de termos uma ferramenta fundamental para um melhor planeamento e gestão do sistema de transportes e, consequentemente, para aumentar a sua comercialização e poder de atracção.

E este é o caminho para atingir o objectivo fundamental de aumentar a procura nos transportes públicos, criando um sistema mais sustentável do ponto de vista económico-financeiro e ambiental.

Termino com uma palavra de reconhecimento ao IMTT, à Otlis e a todos os operadores privados envolvidos na concretização do Protocolo hoje assinado.

Hoje damos um passo decisivo para a promoção de um sistema de transportes metropolitano facilitador da intermodalidade.




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