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Adesão à greve na Função Pública atingiu 11,7%


2006-11-09

Ministério das Finanças e da Administração Pública

Gabinete do Ministro de Estado e das Finanças

Comunicado de imprensa

Adesão à greve na Função Pública atingiu 11,7%

1. A greve convocada para hoje e amanhã pelas associações sindicais representativas dos trabalhadores da Administração Pública Central registou, neste primeiro dia, uma adesão de 11,74%.

2. Tal dado final global resulta da consolidação dos dados comunicados por todos os Ministérios. Desses dados, relevam-se os seguintes:

a) Das 10 082 escolas do ensino básico e secundário, funcionaram 9 710 e estiveram encerradas 372 (3,7%). No sistema de ensino verificou-se a adesão global de 11,32% dos trabalhadores (sendo 9,6% do total de pessoal docente e 15,15% do total do pessoal não docente);

b) Das 368 Repartições de Finanças, funcionaram 286 e estiveram encerradas 82 (22,3%). O pessoal das repartições registou o nível de adesão à greve de 22%;

c) Os 124 centros de emprego, de formação e de apoio à constituição de empresas funcionaram todos. O nível de adesão à greve neste sector foi de 3,1%;

d) Todas as Lojas do Cidadão funcionaram igualmente. O nível de adesão registado foi de 9%;

e) No Ministério da Saúde verificou-se um nível de adesão de 21%.

Destaca-se a situação verificada nas seguintes instituições:

- Hospital de Santa Maria, em Lisboa, 24,79% de adesão;

- Centro Hospitalar de Lisboa Central, 50,67%;

- Hospital de S. João, no Porto, 20,76%;

- Hospital de Santo António, no Porto, 19,19%;

- Hospitais da Universidade de Coimbra, 21,7%;

- Hospital de Faro, 21,42%;

- Hospital do Barlavento, em Portimão, 31,22%.

3. Este baixo nível global de adesão à greve revela que os trabalhadores da Administração Pública têm uma clara consciência da situação em que vive o País.

O Governo reafirma que as políticas e medidas que tem adoptado e vai prosseguir têm como finalidade reformar a Administração Pública para um melhor serviço ao País, criar condições para uma melhoria, no futuro, da condição sócio-profissional dos trabalhadores e para prestigiar, aos olhos de todos os cidadãos, o exercício de funções públicas.




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